Publicado por:Rogerio Novaes

A coordenação do Comando Nacional dos Bancários e a coordenadora da CEE – Comissão Executiva dos Empregados CAIXA, assinaram, na quinta-feira (28), o aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do Saúde Caixa, representando todos os sindicatos onde o mesmo foi aprovado nas assembleias realizadas durante o mês de dezembro.

A presidenta da Contraf-CUT), Juvandia Moreira, ressaltou que o acordo aprovado mantém a contribuição dos titulares em 3,5% sobre remuneração base, da mesma forma como esteve o ACT que vigorou até 31/12/2023

“Foram duras negociações, mais de seis meses de intensos debates, com a Caixa arrastando as tratativas, sem definir cronograma para as reuniões com a CEE Caixa, o que só aconteceu depois da movimentação feita em outubro/2023. Ainda assim, a empresa trouxe à mesa propostas com grandes reajustes e até cobrança por faixa etária. Contudo, o Comando e a CEE Caixa conquistou uma proposta que permite melhorar o equilíbrio da relação custo-utilização dos diferentes segmentos, sem reajustes para os titulares”, destacou Davi Zaia, presidente da FEEB SP/MS.

Os números

Os números levados á Mesa mostravam um déficit de R$ 422 milhões em 2023 e apontavam novo déficit, na ordem de R$ 660 milhões, para 2024.

A Caixa também mostrou que seria necessária a cobrança de 4,18 parcelas extraordinárias para cobrir o déficit de 2023. Além disso, para cobrir os custos previstos para 2024. a Caixa projetava reajustar, já neste mês de janeiro, a contribuição para 6,46% da remuneração base para os titulares, mais 0,67% por dependente, o que daria um teto de 7,8% da remuneração base.

“Com o acordo levado à apreciação dos bancários em todo o país, destacamos os pontos principais: a) zerar integralmente o déficit de 2023, sem a necessidade de parcelas extraordinárias; b) manter a contribuição dos titulares em 3,5% da remuneração base; c) fixar teto máximo de comprometimento da remuneração base de 7%”, explicou Tesifon Quevedo Neto, representante da FEEB SP/MS na Comissão Executiva de Empregados (CEE/Caixa).

A coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt, complementa o entendimento: “Claro que ninguém gostaria de ter aumento, mas, dado o cenário projetado de déficit, foi uma proposta equilibrada. E temos também outros importantes avanços como o acesso aos dados primários do plano trimestralmente, o retorno das GIPES, das REPES e dos comitês regionais de credenciamento, entre outros”.

A Luta Continua

A proposta até aqui aprovada na maior parte do país preserva os princípios do plano, como a solidariedade e o pacto intergeracional. Entretanto, a luta em defesa do nosso plano de saúde, o qual é uma das maiores conquistas da categoria, continua após a assinatura do acordo.

“Vamos nos manter mobilizados para derrubar o teto estatutário de gastos com a saúde dos empregados pela Caixa – atualmente fixado em 6,5% da folha de pagamentos–, o retorno do direito de carregar o plano na aposentadoria aos admitidos pós-Agosto/2018, cobrar melhorias na rede de atendimento e barrar qualquer medida que comprometa a sustentabilidade do Saúde Caixa”, reforçou Reginaldo Breda, Secretário Geral da FEEB SP/MS.

Fonte: Contraf-CUT/com edição da Feeb-SP/MS

 

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