Documento, construído a partir de ampla participação de trabalhadores e trabalhadoras de todo o país, será entregue nesta quarta-feira (24) à Fenaban, dando início às negociações para a renovação da CCT
Bancários e bancárias da base dos Sindicato dos Bancários de Ribeirão Preto e região e de todo o país aprovaram, em assembleias realizadas ontem, terça-feira (23), a minuta de reivindicações da Campanha Nacional Unificada 2026 para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.
A minuta é o resultado de debates da 28ª Conferência Nacional dos Bancários e Bancárias que, por sua vez, foi alimentada com as demandas vindas de conferências regionais e estaduais. A Consulta Nacional da categoria, que neste ano contou com a participação recorde de 54.952 respondentes, também contribuiu para a edição final do documento que será entregue pelo Comando Nacional dos Bancários e das Bancárias à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) nesta quarta-feira (24).
“A partir desse ato oficial, ambas as partes definirão a agenda das mesas de negociação para reposição da inflação, reajustes salariais e outros direitos na Convenção Coletiva, que deve ter a assinatura renovada até a véspera da data-base da categoria, em 1º de setembro”, explica Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional. “A unidade da categoria, que foi fundamental para a consolidação da minuta de reivindicações, continuará como um valor importantíssimo para que, nesta próxima fase de negociações, a gente mantenha as cláusulas já conquistadas e avance em novos direitos”, completa a dirigente, que também é presidenta da Confederação Nacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
O presidente do BancáriosRP, Ronaldo Silvino, reforça que a campanha acontece em um momento desafiador, marcado pela transformação digital e pela chegada de novos concorrentes, como as fintechs e as cooperativas de crédito.
“Os bancos usam essa modernização para justificar o fechamento de agências e o corte de vagas. No entanto, com o apoio técnico do Dieese, construímos uma pauta sólida para proteger os empregos e ampliar os direitos da nossa categoria”, destaca.
Silvino explica que essa reestruturação tecnológica não diminuiu os ganhos do setor financeiro.
“Pelo contrário, os bancos continuam com lucros extraordinários. Nossa mobilização por valorização e reposição da inflação é, na verdade, uma cobrança por uma divisão justa desses resultados multibilionários. É hora de o setor assumir sua responsabilidade social para ajudar a reduzir as desigualdades e a concentração de renda”, pontua.
Com informações da Contraf-CUT e edição do BancáriosRP