Dirigentes percorreram agências e departamentos do Santander em Ribeirão Preto para distribuir o informativo “Sindical”, conversar com os trabalhadores e reforçar a cobrança por uma proposta que valorize a categoria.
Nesta quinta-feira, 8 de outubro, dirigentes do Sindicato dos Bancários de Ribeirão Preto e Região percorreram agências e departamentos do Santander na cidade. Durante a mobilização, distribuíram o informativo “Sindical”, dialogaram com os trabalhadores e alertaram sobre os principais pontos da negociação para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
A atividade reforça a atuação do Sindicato na defesa das reivindicações construídas pelos trabalhadores e na cobrança para que o banco retome as negociações com avanços concretos. Entre as principais preocupações está o PPRS: a proposta apresentada pelo Santander, com ganho real de 1,2% e correção das faixas para 5,20%, foi considerada insuficiente pela representação dos trabalhadores.

A COE Santander rejeitou a proposta e apontou que, na forma apresentada, alguns funcionários poderiam receber PPRS inferior ao valor do ano anterior. Para o Sindicato, a negociação precisa assegurar valorização e uma referência mínima de recebimento sem que a parcela se transforme em perda para os trabalhadores.
Avanço nas reivindicações
O informativo também chama atenção para outros temas da minuta e para a necessidade de uma negociação efetiva. Entre eles estão as reivindicações relacionadas ao plano de saúde, à bolsa-auxílio de estudos, ao banco de horas e à Comissão de Conciliação Voluntária (CCV).
Na pauta de saúde, os trabalhadores reivindicam, entre outros pontos, a isenção de coparticipação para dependentes com deficiência, incluindo filhos neurodivergentes. Sobre o banco de horas e a CCV, as propostas apresentadas pelo banco ainda dependem de validação da representação dos trabalhadores.
A mobilização também destaca a preocupação com denúncias envolvendo empregados considerados “hipersuficientes”, que estariam sendo pressionados a aceitar alterações contratuais individuais durante as negociações coletivas. A representação dos trabalhadores cobrou o respeito ao compromisso de não realizar mudanças dessa natureza enquanto as tratativas estiverem em andamento.
Hipersuficientes: não assine sob pressão
Durante a mobilização, o Sindicato também chamou atenção para denúncias envolvendo trabalhadores considerados “hipersuficientes”, aqueles com diploma de nível superior e salário acima de dois tetos da Previdência Social que estariam sendo pressionados a aceitar acordos individuais de alteração do contrato de trabalho.
Na negociação coletiva, a COE lembrou o compromisso de que mudanças dessa natureza não seriam realizadas enquanto durassem as tratativas. A posição dos trabalhadores é que os direitos previstos no ACT devem valer para todos, independentemente de salário, cargo ou escolaridade, e que alterações contratuais precisam ser discutidas coletivamente.
O presidente do Sindicato, Ronaldo Silvino, deixou um alerta aos bancários do Santander:
“Não negocie seus direitos sozinho. Recebeu documento ou sofreu pressão para assinar uma alteração no contrato? Procure o Sindicato. Os direitos do ACT devem valer para todos, e qualquer mudança precisa passar por negociação coletiva.”
Sindicato segue mobilizado
Após rejeitar a proposta global do Santander, a COE cobrou novos avanços. O banco não apresentou contraproposta naquela reunião, e a representação dos trabalhadores aguarda um novo contato para dar continuidade às tratativas.
Ao conversar diretamente com os bancários nas unidades, o Sindicato amplia a circulação de informações e fortalece a mobilização da categoria. A cobrança é para que o Santander volte à mesa com uma proposta decente, valorize o PPRS e avance nos demais pontos da minuta.
Negociar é ouvir, avançar e construir acordo. Repetir a mesma proposta não é negociar.
Informativo distribuído aos trabalhadores


Da redação: BancáriosRP