A CAIXA publicou nota oficial na Intranet, informando que foi identificada uma falha sistêmica no processo de votação da eleição para o Conselho de Administração – CA (banco de dados dos eleitores defasado).
Por esse motivo, os votos registrados nos dias 04 e 05/03 serão desconsiderados e o processo de votação reiniciado no dia 06/03.
➡️ Quem já votou precisará votar novamente.
Tesifon Quevedo Neto, representante da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul na CEE-Caixa, destaca: “Seguimos com a mesma motivação e mobilização! Agradecemos quem já depositou seu voto de confiança em nossa indicação. Precisamos de mais uns minutos de sua colaboração quando a coleta de votos for retomada, amanhã 06/03, assegurando a máxima participação nas novas datas.
O link será o mesmo:
eleicaoca.caixa.gov.br
#Vote0001
#FabiUehara
#ConselhoDeAdministraçãoCaixa
Falha grave expõe má gestão e falta de atenção em processo de suma importância para trabalhadores
O processo para a eleição da representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal teve início nesta quarta-feira (4) com um erro grave cometido pelo banco. Logo no primeiro dia de votação, foi identificado que novos empregados não estavam conseguindo votar e aposentados sim. O banco estava usando a lista defasada do quadro de empregados.
Diante da falha, as duas maiores entidades de representação e associativa dos empregados, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), receberam comunicado oficial informando que o processo foi suspenso e a participação de 15 mil empregados que registraram seus votos nesta quarta pode ser anulada.
Para a BancáriosRP, Contraf-CUT e a Fenae, o problema é grave e levanta questionamentos sobre a condução do processo eleitoral pelo banco e possibilidade de desgaste do processo devido ao descaso com a participação dos trabalhadores ou de qualquer outro tipo de situação que tenha interferido em algum nível o processo eleitoral.
“Caso tenha sido somente desorganização ou desatenção, o episódio revela falta de respeito com os empregados e com a própria eleição. Por outro lado, se houve qualquer outro fator, isso representa uma ameaça à autonomia da representação dos trabalhadores no Conselho de Administração”, observa o diretor do BancáriosRP, Fábio Mancuzo.
“Um processo eleitoral desta dimensão não pode ser tratado com tamanho desdém. Agora, todos que já haviam votado precisarão votar novamente! Os votos registrados foram todos descartados, observou o representante da Federação dos Bancários de SP/MS, Tesifon Quevedo Neto. “Se não é desdém, o que pode ser? A quem interessa esse tipo de situação na escolha de representante dos empregados? Ficam muitas dúvidas. Inclusive se há algum interesse de restringir a atuação da nossa representante?”, ressaltou o dirigente.
O que podemos cravar é que o que vimos durante a quarta-feira foi a vontade de todos em votar na Fabi para fortalecer a nossa representante perante a direção do banco”, completou Neto.
Prejuízo ao processo democrático
O movimento sindical bancário realiza uma intensa campanha de mobilização para ampliar a participação dos trabalhadores na eleição e fortalecer a atuação da representante dos empregados no Conselho de Administração.
“A suspensão do processo pode afetar a credibilidade da eleição e a participação no processo democrático de escolha da representação dos trabalhadores. Mas não podemos deixar que esta confusão da Caixa nos desmobilize. Se conquistamos 15 mil votos nesta quarta-feira, temos que fazer com que estes 15 mil se multipliquem e a Fabi tenha 30 mil ou mais a cada dia de votação quando o processo for retomado”, disse o dirigente do BancáriosRP, Marcelo Almeida.
A eleição para o Conselho de Administração é considerada estratégica porque garante a presença de uma representante dos empregados no principal órgão de decisão do banco. O colegiado é responsável por deliberar sobre temas estratégicos da instituição, incluindo políticas corporativas, governança e decisões estruturais da empresa.
A legislação que permitiu a presença de trabalhadores nos conselhos de empresas públicas foi estabelecida pela Lei nº 12.353/2010, que determina a participação de representantes eleitos pelos empregados nos conselhos de administração das empresas públicas federais. Na Caixa, o conselho é composto por oito integrantes, sendo apenas um representante eleito pelos empregados, tornando o processo eleitoral ainda mais relevante para garantir transparência e fiscalização das decisões do banco.
Entidades cobram explicações da Caixa
Diante da gravidade da situação, as entidades defendem que a Caixa apresente explicações públicas sobre o ocorrido e esclareça quais medidas serão adotadas para evitar novos problemas e apresentam importantes questionamentos:
• Como um erro desse tipo ocorre em um processo eleitoral deste tamanho?
• Houve falha técnica, erro na elaboração da lista de votantes, ou apenas desdém com o processo?
• Que medidas serão tomadas para garantir a integridade do processo?
Importância da representação dos empregados
A representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa, Fabi Uehara, tem levado ao colegiado temas que afetam diretamente o cotidiano dos empregados e o papel público do banco. Nos últimos anos, ela ampliou os debates sobre condições de trabalho, políticas de pessoal e a defesa da Caixa como banco público.
Por isso, para as entidades, garantir um processo eleitoral transparente, seguro e democrático é fundamental para a legitimidade da representação.
Edição do BancáriosRP: com informações da: Contraf-CUT e Fenae