Assembleia desta terça 11, irá avaliar terceirização no Santander

Publicado por:Rogerio Novaes

O Sindicato dos Bancários convoca todos os funcionários do Santander lotados em Ribeirão Preto e Região, associados ou não à entidade, para participarem da assembleia que irá avaliar o processo de terceirização promovido pelo banco espanhol sem qualquer diálogo com a representação dos trabalhadores.

A assembleia será realizada virtualmente (on-line), nesta terça-feira 11, das 8h às 20h, por meio do link: https://feeb-spms.votabem.com.br/ disponível durante o período da assembleia (Leia o Edital abaixo), onde estão as perguntas a serem respondidas;

  • Primeira pergunta: Qual a sua opinião sobre as terceirizações anunciadas pelo Banco Santander? Respondendo se: Aprova ou Reprova ou Abstenção;

Sindicato indica o Voto pela REPROVAÇÃO!

  • Segunda pergunta: Você compreende que todos aqueles que prestam serviços em atividades que tenham como objetivo operações financeiras devam estar abrangidos pela representação dos Sindicatos dos Bancários? Respondendo por: Sim ou Não ou Abstenção.

Sindicato indica o Voto no SIM!

“É muito importante que todos os trabalhadores participem da assembleia, reprovem as terceirizações anunciadas pelo Santander e votem ‘sim’ para a pergunta se querem continuar sendo abrangidos pela representação dos Sindicatos dos Bancários. Com isto vamos mostrar à direção do banco que este processo que irá resultar em retirada de direitos e enfraquecimento da organização sindical é amplamente rejeitado pelos trabalhadores do banco.”  enfatiza, Ronaldo Silvino, Presidente do BancáriosRP

Dirigentes Sindicais e funcionários protestaram, na sexta-feira (07),  contra a nova onda de terceirizações anunciada pelo banco. O Dia Nacional de Luta contra a Terceirização aconteceu em todo o país.

Em Ribeirão Preto os dirigentes sindicais percorreram todas as agências da cidade para protestar e esclarecer os funcionários, através de uma Carta Aberta sobre a decisão egoísta e sem qualquer diálogo com o sindicato, em implementar mais terceirizações. Na segunda-feira 3, os cerca de 1,7 mil funcionários da área de manufatura passaram a ser transferidos para outra empresa do grupo Santander, chamada “SX Tools”.

Os empregados do setor estão lotados em sua maioria no Radar, e agora estão sendo transferidos para o Conexão, onde vão prestar serviços para “SX Tools”.

(Veja Edital Abaixo).

Desde o fim do ano passado o banco vem transferindo trabalhadores para outras empresas, como STI, SX, Santander Corretora, F1RST, Prospera e, agora, SX Tools. Cada uma vinculada a um sindicato diferente.

Com o discurso de modernização e foco no cliente, o Santander está destruindo direitos e a organização dos trabalhadores e aprofundando o processo de terceirização no banco. Desde o fim do ano passado o banco vem transferindo trabalhadores para outras empresas, como STI, SX, Santander Corretora, F1RST, Prospera e, na última segunda-feira (3), cerca de 1,7 mil funcionários da área de manufatura passaram a ser transferidos para outra empresa do grupo Santander, chamada “SX Tools”.

A notícia pegou a todos de surpresa – até poucos dias atrás o banco informava apenas uma transferência de local físico da área. A mudança anunciada nesta sexta-feira 30 poderá atingir o contrato de trabalho, a representação sindical e os direitos da convenção coletiva de trabalho da categoria bancária.

“Um processo de diálogo e de negociação permanente pressupõe transparência e credibilidade. A direção do Santander não tomou a decisão de terceirizar centenas de funcionários, e muito menos formulou essa mudança de um dia para o outro”, observou a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Lucimara Malaquias. “Essa alteração em um período tão curto, informando os trabalhadores na última hora e sem negociação prévia, sinaliza que o banco não respeita o processo negocial coletivo, não está aberto ao diálogo e tampouco respeita os trabalhadores que serão submetidos a alterações profundas nos seus contratos de trabalho, podendo resultar em perdas significativas de salário e de direitos”, completou.

Clima de circo

Em reunião realizada pela manhã, os representantes do banco apresentaram as novas condições aos bancários de forma efusiva e sensacionalista, em uma tentativa de fazer os trabalhadores se posicionar favoravelmente e induzi-los a acreditar que as mudanças serão benéficas.

“O tom da apresentação da mudança foi vergonhoso, em uma tentativa de convencer os trabalhadores a acharem incrível que, a partir de segunda-feira, perderão os direitos e conquistas garantidos pela Convenção Coletiva de Trabalho de uma das categorias mais organizadas do país. Ou seja, perder direito no Santander virou festa, porque, com isso, o banco reduzirá custos e aumentará seus lucros. Os trabalhadores que nos procuraram disseram que se sentem enganados e traídos pelo banco”, destacou Lucimara.

Fonte: Contraf-CUT, com informações do Seeb/SP

 

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