Empregados querem um Saúde Caixa melhor e que seja viável pra todos

Publicado por:Rogerio Novaes

Caixa projeta aumento médio de 85% nas contribuições dos empregados; Teto de 6,5% da folha de pagamento para gastos do banco com saúde dos empregados impede a divisão dos custos de 70% para o banco e 30% dos empregados

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), por meio da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) reuniram, no sábado (2) mais de 200 usuários do Saúde Caixa para passar informações sobre o andamento das negociações com o banco sobre o plano de saúde Caixa. O Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico sobre o plano tem vigência até dezembro de 2023. As negociações visam a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) com melhorias para os trabalhadores.

Modelo de custeio e gestão

O atual modelo de custeio estipula que a Caixa deve arcar com 70% dos custos do Saúde Caixa, mas o teto de 6,5% da folha de pagamentos limita o valor pago pela Caixa.

Considerando este limite, a Caixa projeta reajuste médio de 85% nas contribuições dos empregados. Como a tendência é que as despesas do plano continuem crescendo mais que a folha – tanto pelo crescimento na utilização do plano quanto pelo aumento dos custos médicos – o teto da participação da Caixa acaba transferindo cada vez mais custos para os empregados, o que tornará o plano financeiramente inviável para muitos, como ocorreu em outras estatais.

“Mas o debate não pode se limitar à questão do custeio. Queremos um plano de efetiva qualidade pra todos”, disse a coordenadora da CEE e do Grupo de Trabalho sobre o Saúde Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, ao ressaltar que em algumas regiões não existem profissionais, nem locais de atendimento, credenciados ao Saúde Caixa. “O acesso aos serviços precisa ser equânime pra todos”, reforçou.

Outros pontos

Os empregados também foram unânimes em cobrar a descentralização do atendimento do Saúde Caixa e o retorno das estruturas regionais de gestão de pessoas (Gipes) – essenciais para tratar de casos específicos nos estados, como o credenciamento de profissionais, hospitais, laboratórios e outras estruturas para o atendimento dos usuários.

As entidades farão outros encontros, que serão divulgados com antecedência para que mais empregados possam participar, conhecer as condições atuais do plano e o andamento dos debates com a direção da Caixa. Também estão ocorrendo reuniões presenciais em diversos locais do país com o mesmo objetivo.

Fonte: Contraf-CUT, com informações da fenae

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