Sindicato realiza atos em Dia de Luta pelo Saúde Caixa

Publicado por:Rogerio Novaes

Em defesa do Saúde Caixa: Sindicato mobiliza base em Ribeirão Preto no Dia Nacional de Luta

Nesta terça-feira, 9 de junho, o Sindicato dos Bancários de Ribeirão Preto e Região uniu forças à mobilização nacional em defesa do Saúde Caixa. Diretores e representantes dos trabalhadores realizaram um ato no Edifício Sede da Caixa, em Ribeirão Preto, espaço que concentra agências digitais, departamentos estratégicos e diversos setores do banco, dialogando diretamente com a base sobre o futuro do plano de saúde e as condições de trabalho.

A mobilização, convocada pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) em conjunto com a Contraf-CUT e o Comando Nacional dos Bancários, acontece em um momento crucial de negociação. O objetivo central é pressionar a direção da empresa pela derrubada do teto de 6,5% da folha salarial imposto ao banco para o custeio da saúde de seus colaboradores.

O Impacto do Teto de 6,5%: O que está em jogo?

A manutenção desse teto orçamentário no estatuto da Caixa compromete diretamente a sustentabilidade do plano e a segurança das famílias dos bancários. Na prática, a limitação dos aportes do banco gera um efeito cascata prejudicial:

  • Aumento abusivo de mensalidades: Repasse de custos excessivos para os usuários.

  • Ameaça aos aposentados: Incerteza e risco de perda de direitos de quem dedicou a vida à empresa.

  • Exclusão dos admitidos pós-2018: Restrição injusta que retira o direito ao Saúde Caixa na aposentadoria para quem ingressou a partir de setembro de 2018.

  • Risco à qualidade: Dificuldade em garantir a excelência histórica do atendimento médico e hospitalar.

De acordo com Marcelo Almeida, dirigente do BancáriosRP, a mobilização imediata é a resposta necessária às sinalizações do banco de que novos reajustes de custos podem ser apresentados. A posição dos trabalhadores é firme: a luta é por reajuste zero no plano, a retirada definitiva do teto de 6,5% e a garantia de isonomia para os admitidos pós-2018.

Modelo de Gestão e a Sobrecarga do Modelo “Figital”

Além da pauta da saúde, os empregados da Caixa aproveitaram o momento para denunciar a realidade enfrentada nas agências. O atual modelo de gestão tem imposto uma sobrecarga severa ao exigir que o mesmo profissional concilie, simultaneamente, o atendimento físico e as demandas das agências digitais, o chamado formato “figital”.

Essa dinâmica, sem o suporte estrutural e o dimensionamento de pessoal adequados, eleva os níveis de desgaste na área de atendimento. O Sindicato reforça que cuidar da saúde física e mental dos bancários passa, obrigatoriamente, por revisar esses processos de trabalho e garantir condições dignas de atuação.

 

A união constrói o futuro O Sindicato dos Bancários de Ribeirão Preto e Região permanece vigilante e atuante nas mesas de negociação, com a firme convicção de que a saúde dos trabalhadores não é um custo a ser minimizado, mas o maior patrimônio da instituição. A mobilização continua em defesa de um Saúde Caixa integral, solidário e de todos.

Relacionados

Post Site
Caixa: Fruto de negociação, deltas podem garantir até 4,6%...
Post Site (1)
Caixa confirma PLR, prêmio de R$ 3 mil e Super Caixa para ...
Post Site
Contribuição Negocial Caixa 2026
Post Site TST
Caixa: TST não considera a greve abusiva e determina retor...
Post Site (6)
Greve na Caixa: o que a Contraf-CUT disse ao TST em defesa...