28 de fevereiro: Dia Internacional de Combate às LER/DORT

Publicado por:Rogerio Novaes

As doenças são um dos principais problemas de saúde da categoria

Nesta terça-feira, 28 de fevereiro, é o Dia Internacional de Combate às Ler/Dort. A data foi instituída pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 2000, devido ao crescimento das doenças entre os trabalhadores.

Debate da Fundacentro discute LER/Dort

Para lembrar a data, a Fundacentro promove um debate on line, nesta terça-feira, 28 de fevereiro, às 14h, com o tema “LER/Dort: como superar o abismo entre o conhecimento e ações de prevenção”.

A palestra conta com Maria Maeno, médica e pesquisadora da Fundacentro; Lindinere Ferreira, enfermeira do trabalho; Mara Alice Takahashi, socióloga; e Thaís Barreira, ergonomista.

É gratuito e aberto a todos, pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=1NFzgCRRY8w

As Ler/Dort – lesões por esforços repetitivo/distúrbios osteomoleculares – são um grupo de doenças (tendinite, bursite, mialgias etc.) fundamentalmente relacionadas ao trabalho. As doenças se caracterizam por dores crônicas que atingem principalmente os membros superiores (dedos, mãos, punhos, antebraços, ombros e braços), membros inferiores e coluna vertebral (pescoço, coluna torácica e lombar), decorrentes de sobrecarga do sistema musculoesquelético no trabalho.

Doenças desses tipos acometem trabalhadores de vários países do mundo não só pelos avanços tecnológicos, mas também pela cobrança abusiva de metas e pressão sobre os trabalhadores por desempenho. Neste quesito, a categoria bancária é uma das mais atingidas pelo adoecimento.

No Brasil, segundo dados do INSS, os bancários adoecem 150% vezes a mais que a população em geral em relação às LER/DORT. Entre  as doenças relacionadas ao trabalho, com mais afastamentos estão as tendinites, bursites ou lesões no túnel do Carpo, consideradas LER/DORT.

De acordo com nota técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a incorporação de novas ferramentas de gestão, a forte pressão quanto ao tempo para atingirem seus resultados, o aumento do controle, o prolongamento da jornada e o aumento da competitividade trouxeram, por consequência, maior adoecimento da categoria bancária.

Dos afastamentos não reconhecidos como acidentes, ou seja, os benefícios comuns, entre 2012/2016, as LER/Dort e os transtornos mentais somavam 47% do total. Entre 2017/2021 esse número subiu para 55%

A redução nos postos de trabalho, aumento da carga horária, do volume de tarefas e a      sobrecarga também têm impacto direto nos  números das LER/DORT entre os bancários e nos custos da doença no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com afastamentos, pensões e até mesmo aposentadorias.

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