Sindicato e o Dia Nacional de Luta do Santander

Publicado por:Rogerio Novaes
Nesta terça-feira, 4 de novembro de 2025, o Sindicato integrou a mobilização nacional, Dia Nacional de Luta, para denunciar as práticas de precarização e terceirização adotadas pelo Santander no Brasil nos últimos anos.

Dirigentes do BancáriosRP e os trabalhadores dialogaram sobre a cobrança junto ao Santander, para que respeite seus funcionários, respeite seus clientes e pare com a terceirização.

“Não nos faltam motivos para questionar a postura que o banco vem adotando em relação aos fechamentos de agências, à falta de funcionários e ao atendimento precário. As agências que permanecem abertas acabam absorvendo a demanda das que foram fechadas, gerando uma sobrecarga enorme. O que a gente precisa é que o Santander enxergue o que está acontecendo. Do jeito que a coisa anda, parece que nada está acontecendo”, destaca o diretor Valdir Trombela.

A política do banco é clara: insistir na exploração do trabalho, afetando a população e fragilizando a organização sindical, para reduzir o alcance da CCT e tentar dividir a categoria.

Tudo isso ocorre, mesmo, diante de lucros bilionários: somente nos nove primeiros meses de 2025, o Santander registrou lucro líquido gerencial de R$ 11,529 bilhões, crescimento de 15,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Não à terceirização!

Entre 2019 e 2023, o grupo Santander ampliou seu quadro funcional de 47,8 mil para 55,6 mil trabalhadores. À primeira vista, o número parece positivo. No entanto, o crescimento não ocorreu entre os bancários que integram a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, e sim entre os terceirizados, contratados por empresas coligadas, como Tools e F1rts, para desempenhar atividades tipicamente bancárias, mas sem os mesmos direitos e garantias.

O banco está terceirizando sua própria força de trabalho. Tanto é que, ao mesmo tempo, em que fechou cerca de 10% de suas agências e reduziu as despesas diretas em 22%, os gastos com suas empresas coligadas cresceram 126%.

O resultado é um cenário no qual 54% dos trabalhadores atuam diretamente no banco e 46% estão alocados em outras empresas do grupo, sem o amparo da CCT.

Por isso, o movimento sindical bancário está unido neste Dia Nacional de Luta para denunciar a realidade de um banco que enriquece, explorando ainda mais seus trabalhadores e reduzindo o acesso da população aos serviços bancários.

O Sindicato atua exigindo respeito à categoria bancária, valorização do trabalho, fim da terceirização irregular e a reabertura de agências para garantir atendimento digno à sociedade.

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