Segundo a COE, os desligamentos ocorreram sem qualquer comunicação prévia ou negociação com a representação dos trabalhadores, desrespeitando o compromisso de diálogo permanente estabelecido entre as partes por meio do Comitê de Relações Trabalhistas, previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
A preocupação da representação dos trabalhadores é ainda maior porque o tema foi levado à mesa de negociação na última reunião com o banco, realizada em 13 de maio. Na ocasião, a COE questionou rumores sobre a extinção do cargo de Especialista de Atendimento. De acordo com os representantes dos empregados, o negociador do Santander afirmou categoricamente que não havia qualquer processo de extinção do cargo e que eventuais movimentações seriam pontuais.
Para a coordenadora da COE Santander, Ana Marta Lima, “o banco precisa esclarecer imediatamente o que está acontecendo e interromper os desligamentos”. Ela destaca ainda que “a adoção de medidas dessa natureza sem diálogo prévio também contraria o entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que reconhece a necessidade de participação das entidades representativas dos trabalhadores em processos de dispensa coletiva”.
A COE aguarda uma manifestação formal do Santander e reforça que continuará acompanhando o caso e adotando todas as medidas necessárias para defender os empregos, o respeito à negociação coletiva e os direitos dos trabalhadores do banco.