Dia Nacional de Mobilização: bancários da Caixa param em defesa do Saúde Caixa e por melhores condições de trabalho

Publicado por:Rogerio Novaes

Bancários da Caixa realizam Dia Nacional de Mobilização em defesa do Saúde Caixa e do banco público: reuniões com empregados e atividades sindicais acontecem em unidades de todo o país nesta segunda-feira (27/07)

Em Ribeirão Preto, atividades começaram pela agência central e percorreram as demais unidades da cidade;

Sindicatos de todo o país promoveram nesta segunda-feira (27) um Dia Nacional de Mobilização nas unidades da Caixa Econômica Federal, em defesa do Saúde Caixa, da valorização dos empregados e empregadas e do fortalecimento da Caixa como banco público.

Antes do início do expediente, dirigentes sindicais realizaram reuniões com os trabalhadores, fizeram a leitura do manifesto em defesa de quem faz a Caixa, do Saúde Caixa e do banco público, além de distribuírem um boletim especial da Campanha Nacional dos Bancários 2026. Além das atividades internas, sindicatos também promoveram manifestações em frente a diversas unidades da Caixa em todo o Brasil.

Baixe AQUI o Boletim

Baixe AQUI o Manifesto

A luta em Ribeirão Preto

Em Ribeirão Preto, as atividades tiveram início na agência central e, em seguida, os dirigentes do BancáriosRP percorreram as demais agências do município nesta segunda-feira. A luta segue em todo o país levando o debate sobre o Saúde Caixa e as reivindicações da campanha salarial diretamente aos locais de trabalho.

O teto que sufoca o Saúde Caixa

O boletim distribuído aos empregados explica, de forma direta, que o teto de 6,5% da folha salarial não protege o Saúde Caixa, apenas limita a participação da Caixa no custeio do plano, fazendo com que o aumento das despesas médicas recaia cada vez mais sobre empregados, aposentados e pensionistas.

“O teto não protege o Saúde Caixa. Protege o limite de gasto da Caixa”, alerta a publicação. A categoria defende:

  • Fim do teto de custeio de 6,5% da folha de pagamento;
  • Retomada do modelo 70/30 (70% das despesas assumidas pelo banco e 30% pelos usuários);
  • Isonomia de direitos para os empregados admitidos após setembro de 2018;
  • Manutenção dos princípios históricos do plano: solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional;
  • Melhoria e ampliação da rede credenciada de atendimento.

Unidade da categoria

A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE da Caixa), Luiza Hansen, ressaltou que a mobilização demonstra a unidade dos trabalhadores em torno da defesa de direitos históricos da categoria.

“O Saúde Caixa é uma das maiores conquistas das empregadas e dos empregados da Caixa e precisa ser preservado. Nossa mobilização mostra que a categoria está unida para defender um plano sustentável, de qualidade e acessível, ao mesmo tempo em que reafirma a importância de uma Caixa pública, forte e comprometida com a população brasileira.”

O representante da Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul na mesa de negociações específicas com a Caixa, Tesifon Quevedo Neto, destacou que o movimento busca fortalecer a participação da categoria na campanha salarial, a defesa da mesa única de negociações e pressionar o banco a apresentar respostas concretas às reivindicações.

“Esta mobilização aconteceu hoje nos locais de trabalho porque é lá que estão as pessoas diretamente afetadas pelas decisões sobre o Saúde Caixa e as condições de trabalho. A categoria quer uma negociação efetiva, com avanços concretos para quem constrói diariamente a Caixa e para o fortalecimento do banco público.”

Mesa única: uma conquista que não pode ser perdida

Neto reforçou ainda a importância da presença da Caixa na mesa única de negociações realizadas entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), juntamente com os demais bancos.

“A união de toda a categoria bancária em uma negociação conjunta com os bancos fortalece nossa negociação. Unidos, os trabalhadores sempre são mais fortes. É preciso lembrar que nos governos FHC, quando a Caixa ainda não fazia parte da mesa única de negociações, ficamos sete anos sem aumentos salariais, enquanto, neste mesmo período, bancários de bancos privados tiveram seus salários reajustados. E, durante o governo Bolsonaro, enquanto funcionários de empresas públicas ficaram sem reajustes, nós, por estarmos na mesa única, tivemos os mesmos reajustes de toda a categoria bancária.”

Luta coletiva e próximos passos

O Dia Nacional de Mobilização integra a Campanha Nacional dos Bancários 2026, período em que o Comando Nacional dos Bancários negocia com a Fenaban a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria e, paralelamente, conduz as negociações dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) específicos de cada banco. No caso da Caixa, o Comando Nacional é assessorado pela CEE/Caixa, responsável por representar as reivindicações específicas dos empregados do banco.

próxima rodada de negociações específicas entre a representação dos empregados e a Caixa está marcada para a próxima sexta-feira (31), em São Paulo, quando a CEE/Caixa voltará à mesa para cobrar avanços concretos nas reivindicações da categoria.

Bancárias e bancários: feitos de esperança, movidos pela luta!


Fonte: BancáriosRP, com informações da Contraf-CUT e da CEE/Caixa.

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